Para resolver o último caso de sua carreira, o detetive belga Hercule Poirot volta ao local onde solucionou os primeiros crimes. Neste livro, o último de um ciclo de romances de Agatha Christie, o talento da escritora inglesa junta-se à primorosa tradução de Clarice Lispector.
Li esse livro, que é o último sobre o brilhante detetive Hercule Poirot, tendo lido apenas uma de suas histórias anteriores, que foi o excelente Assassinato no Expresso Oriente. Mesmo assim, não pude deixar de notar na falta de atenção dada ao detetive belga, sendo essa sua última aventura, acho que Christie deveria ter dado mais ênfase à sua estrela.
No mais, Christie continua com seu estilo de escrita gostoso de se ler, sempre direto, sem enrolações e com grandes surpresas no final.
Recomendo que leia antes outros livros da série, se você assim como eu leu apenas um, ou mesmo nenhum, adie essa leitura e apesar de deixar um pouco a desejar no quesito despedida, vai valer a pena a sua leitura.
quinta-feira, 28 de julho de 2011
Resenha "A Inquilina"
Bons sustos, um vilão maluco bem interpretado por Jeffrey Dean Morgan e a presença de Hilary Swank como protagonista, a isso se resume “A inquilina”.
Juliet Dermer (Hilary Swank) é uma médica recém separada, traída pelo marido na cama do casal. Na procura de um novo lar, encontra um apartamento bem localizado e por um preço bem em conta. Os únicos moradores do apartamento são o dono, Max (Jeffrey Dean Morgan) e seu avô August (Christopher Lee).
O filme tem alguns pontos interessantes, por exemplo, antes da metade do filme quando Juliet se entrega aos braços do até então bonzinho Max, é revelado aos telespectadores a estranha obsessão que o senhorio tem pela inquilina e como ele já a tinha visto no hospital e armado para que médica fosse morar debaixo do seu teto, revelação essa que não prejudica a nossa atenção à trama, pois apesar de deixarmos de nos perguntar quem é o vilão ou como ele tem acesso à casa, nós ficamos na expectativa de que a protagonista descubra logo a respeito do louco psicótico que a observa por detrás das paredes. Algumas boas cenas bastante tensas, alguns bons sustos e a boa interpretação de Jeffrey Dean Morgan como vilão do filme são também pontos positivos do filme.
Apesar da boa atuação nas cenas mais dramáticas, a escolha de Hilary para o filme não foi das melhores nem para ela e nem para o filme, apesar de sua presença servir de chamariz, a duas vezes ganhadora do Oscar não convence no papel de uma mulher vulnerável e fragilizada pela traição do marido, o que causa uma certa resistência ao público para conseguir enxergá-la como tal. Mas como disse anteriormente, nas cenas mais dramáticas ela vai muito bem.
“A Inquilina” não é nenhum filmaço e nem acho que tenha pretensão para tal, mas se você estiver com vontade de pegar um cineminha, comer pipoca e curtir um filme com a (o) namorada (o) numa sexta-feira à noite, esse filme cumpre bem seu papel.
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