Bons sustos, um vilão maluco bem interpretado por Jeffrey Dean Morgan e a presença de Hilary Swank como protagonista, a isso se resume “A inquilina”.
Juliet Dermer (Hilary Swank) é uma médica recém separada, traída pelo marido na cama do casal. Na procura de um novo lar, encontra um apartamento bem localizado e por um preço bem em conta. Os únicos moradores do apartamento são o dono, Max (Jeffrey Dean Morgan) e seu avô August (Christopher Lee).
O filme tem alguns pontos interessantes, por exemplo, antes da metade do filme quando Juliet se entrega aos braços do até então bonzinho Max, é revelado aos telespectadores a estranha obsessão que o senhorio tem pela inquilina e como ele já a tinha visto no hospital e armado para que médica fosse morar debaixo do seu teto, revelação essa que não prejudica a nossa atenção à trama, pois apesar de deixarmos de nos perguntar quem é o vilão ou como ele tem acesso à casa, nós ficamos na expectativa de que a protagonista descubra logo a respeito do louco psicótico que a observa por detrás das paredes. Algumas boas cenas bastante tensas, alguns bons sustos e a boa interpretação de Jeffrey Dean Morgan como vilão do filme são também pontos positivos do filme.
Apesar da boa atuação nas cenas mais dramáticas, a escolha de Hilary para o filme não foi das melhores nem para ela e nem para o filme, apesar de sua presença servir de chamariz, a duas vezes ganhadora do Oscar não convence no papel de uma mulher vulnerável e fragilizada pela traição do marido, o que causa uma certa resistência ao público para conseguir enxergá-la como tal. Mas como disse anteriormente, nas cenas mais dramáticas ela vai muito bem.
“A Inquilina” não é nenhum filmaço e nem acho que tenha pretensão para tal, mas se você estiver com vontade de pegar um cineminha, comer pipoca e curtir um filme com a (o) namorada (o) numa sexta-feira à noite, esse filme cumpre bem seu papel.
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